O mundo que queremos: sustentabilidade

O mundo que queremos: sustentabilidade


No 1º semestre de 2016, o tema geral desenvolvido com os alunos de 4º e 5º anos, a partir de suas sugestões, foi “O mundo que queremos: sustentabilidade”. Esse tema foi apresentado aos alunos através de um power point com fotos e mapas da Ilha das Flores, Porto Alegre-RS e algumas questões para discussão. Na sequência, assistimos ao documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, e discutimos as seguintes perguntas: 1) Qual problema o vídeo apresenta? 2) Como vocês poderiam propor uma solução? 3) Para quem vocês encaminhariam essa solução? Após a discussão, os alunos foram divididos em três grupos e, a partir de orientações quanto ao gênero discursivo carta, escreveram três cartas coletivas. Depois da escrita das cartas, cada grupo escolheu um representante para ler a carta do grupo e socializá-la com os colegas. Para finalizar a aula de atividades disparadoras, trabalhamos com a música “Absurdo”, de Vanessa da Mata, a partir das questões propostas: 1) Relacione as situações apresentadas na música com acontecimentos recentes no Brasil e no mundo. 2) Quem você acha que são os responsáveis por esses acontecimentos? 3) Na letra da música, aparecem dois momentos, passado e presente. Identifique os momentos do passado com a cor vermelha e os momentos do presente com a cor azul. 4) Faça um desenho mostrando esses dois momentos. Abaixo, confira algumas imagens: 


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Nas aulas de Artes Visuais, até o presente momento, foi trabalhada a compreensão da arte através da utilização de recursos e elementos da natureza como proposta inicial e, como seguimento, a união destes estudos a atividades voltadas para a reutilização de materiais descartados no meio urbano. Ambos os momentos se apresentaram associados a práticas que promoveram uma reflexão crítica frente aos problemas ambientais da atualidade e suas relações com a arte. No que se refere à proposta inicial, foi utilizado o Livro “Eu, você e tudo que existe”, obra ilustrada por Siron Franco, artista brasileiro envolvido nas questões sociais relativas às temáticas ambientais, à devastação da natureza, às denúncias quanto à caça e à matança de animais, e às lutas dos povos indígenas. Após leitura e interpretação do livro, seguiu-se uma atividade prática de construção de momentos do mesmo, reinventados conforme percepção e criatividade de cada criança, através da pintura e do desenho. Na sequência, elementos como galhos e folhas caídas no chão foram recolhidos para se transformarem em objetos imaginários cujo nome não existe no intento de provocar uma discussão sobre o que é arte, assim como uma reflexão sobre a temática ambiental e a reutilização de tais materiais sem danos à natureza. Posteriormente foi realizado o Desenho de Observação dos objetos tridimensionais criados. Esta atividade teve como base as ações do artista Frans Krajcberg, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro, que tem seu trabalho diretamente ligado à natureza utilizando restos de madeiras abandonadas em decorrência das queimadas, chamando atenção para o problema principalmente no norte e nordeste do país.  Outro embasamento utilizado foi o Movimento Land Art, surgido nos anos 60, em que o meio e os elementos da natureza são trabalhados de modo a integrar-se às ações artísticas. Ambos foram estudados pelas crianças ao final da realização das atividades da proposta inicial através de imagens e vídeos das obras mais significativas.
 

Seguindo essa linha, partiu-se para o estudo da Arte Indígena, modos de vida e sustentabilidade das Aldeias, para isso foi trabalhado “O Livro das Árvores”, organizado por Jussara Gomes Gruber, coordenado pelo Projeto Educação Ticuna e realizado pelos Professores Ticunas Bilíngues, pertencentes à Tribo localizada na Amazônia e realizou-se mostra de dois vídeos com diferentes lendas indígenas. Após a leitura da Lenda da Cobra Grande, lenda dos índios Ticuna constante no Livro trabalhado anteriormente, em um trabalho coletivo, as crianças construíram a Cobra Grande e aplicaram os diferentes padrões e grafismos estudados. Por fim, unindo elementos da natureza e materiais descartados no meio urbano como sucatas e plásticos, estudou-se a obra dos artistas Christo e Jeanne-Claude, conhecidos do Movimento Land Art por suas instalações de arte envolvendo o meio ambiente e embrulhamento de grandes monumentos, pequenas ilhas, árvores, pontes e prédios. Após este estudo as crianças construíram, em grupo uma maquete de um monumento com sucatas e embrulharam com as sacolas de plástico trazidas por eles.

Nas aulas de Espanhol, trabalhamos com o conto “La guerra de los yacarés”, do autor argentino Horacio Quiroga, explorando de modo oral e escrito a temática da história, relacionada com o cuidado do hábitat onde os personagens moram. Confeccionamos bonecos e desenhos referentes ao conto e também cartazes com mensagens em espanhol relativos ao cuidado do meio-ambiente. Trabalhamos o vocabulário novo que apareceu no conto, escrevendo pequenas frases em espanhol, relacionando com a narração. Por fim, assistimos a diversos vídeos que exploram a temática da sustentabilidade e fizemos reflexões, tentando observar como podemos contribuir para melhorar o entorno onde moramos e o mundo. Por fim, exploramos o livro “El mundo de Mafalda” e comentamos a preocupação que Mafalda tem com o futuro do mundo. Produzimos frases coletivas sobre esse assunto, tentando refletir e aprofundar a temática estudada.


Nas aulas de Inglês, iniciamos nossas ações pedagógicas a partir da leitura e da discussão do livro “The Earth Book”, de Todd Parr. Realizamos atividades escritas e orais aprofundando os assuntos do livro, bem como um jogo de mímica explorando vários conselhos apontados no livro sobre como cuidar melhor do nosso planeta. Na sequência, trabalhamos com o texto “What does it mean to be green?”, a partir do qual discutimos o conceito “green”, questões sobre energia sustentável, sobre o consumo de água e maneiras de gastá-la menos, bem como sobre a quantidade de lixo que produzimos e como podemos tentar produzir menos lixo e/ou reaproveitá-lo. Dando continuidade a esse trabalho, ampliamos o vocabulário em inglês explorando léxico e frases pertinentes à temática do projeto e estruturas como “I can ...”, “I must ...” e “I should”. Também abordamos questões sobre sustentabilidade a partir de jogo de tabuleiro e jogo da memória. Além disso, cada aluno produziu um pequeno cartaz com desenho e frase em inglês com dicas sobre como cuidar do nosso planeta, formando um grande cartaz dos alunos do Projeto. Esses cartazes serão expostos na Mostra do Multilinguagens.


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As aulas de Música tiveram três frentes em relação ao tema sustentabilidade: 1) respeito a outras culturas; 2) poluição sonora; 3) painel sonoro. Os alunos puderam livremente escolher uma cultura diferente da que estamos inseridos e a forma de apresentar alguma característica musical dela. Dentre cartazes, músicas em CD ou vídeos, apresentações de dança e flauta doce, aconteceu a discussão sobre o respeito que precisamos ter com as demais pessoas, independente da sua cultura, porque isso é respeitar o planeta em que vivemos.
Foram realizadas leituras sobre poluição sonora e foi criada uma campanha para a redução do barulho no ambiente escolar. Essa poluição não se acumula, porque termina assim que o barulho cessa; porém, os efeitos dela podem ser permanentes.
Cada criança pesquisou em sua casa algum material que fosse ser descartado e que pudesse ajudar a compor um painel sonoro. Após apresentar suas descobertas, os alunos fizeram um catálogo dos sons conhecidos. A partir do catálogo, foi decidida uma divisão dos instrumentos em dois painéis, que serão colocados no pátio para exploração de todos.


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Nas aulas de Teatro, foram trabalhadas, com os 4º e 5º anos, teorias ligadas ao movimento. Essas conjecturas estavam baseadas na qualidade das ações, nas quais os alunos puderam experimentar uma mesma ação de forma rápida e lenta, leve ou pesada, e livre ou contida. Esses afazeres foram conectados ao tema central do Projeto Multilinguagens que era sustentabilidade. Dessa forma, as crianças também desenvolveram roteiros escritos e estudaram histórias da Companhia Medindo Palavras, que é um grupo que trabalha com contações de histórias e produz narrativas voltadas à ecologia. Foi mantida uma sequência dos estudos que a disciplina havia começado a desenvolver no ano passado, como a importância do foco, da consciência do espaço, da expressão corporal e vocal, assim como o jogo dramático. O fechamento da disciplina de Teatro é realizar alguns jogos entre os alunos juntamente com os seus pais.

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